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Formatadas por Cristo - Minha é a prata, e meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos." (Ageu 2.8)

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Estamos iniciando um novo ano, e geralmente um início de ano traz a ideia de recomeços, de repensar as metas, os erros e acertos do ano anterior, iniciamos um novo ano como se de alguma forma um novo ciclo estivesse realmente iniciando.

E na vida espiritual geralmente não é diferente, alguns de nós iniciamos o ano com a meta de ler a Bíblia toda, outros podem ter traçado objetivos de começar o culto doméstico em sua casa ou então assumiram novos cargos em suas igrejas locais, congregações ou instâncias maiores.

Esse sentimento de recomeço é muito bom, pode nos fazer refletir, repensar e em alguns casos cumprir boas metas, mas é importante compreendermos que nossa fé não estará depositada em um ano ou ciclo que se encerra ou se inicia, mas em Cristo que governa todo esse tempo e hora.

E quando juntamos nossa fé com novas perspectivas, metas e sentimentos de mudança e entregamos esses planos em oração ao Senhor, esse pode sim, ser realmente o ponto crucial para os recomeços e as mudanças de forma eficaz.

Porque iniciamos um texto sobre finanças falando sobre metas, planejamento e esse sentimento de recomeço? 
Essa introdução se justifica pois, esse texto é um convite a repensar suas finanças, seu planejamento financeiro e seu orçamento à luz da Palavra de Deus. Quantas vezes você já pensou que precisa melhorar sua vida financeira, que esse ano será diferente, mas ao final do ano percebeu que tinha as mesmas dívidas, ou outras ainda maiores, os mesmos financiamentos no cartão de crédito e o décimo terceiro não deu nem pra cobrir as despesas de final e início de ano?

Nosso convite nesse texto é que você reflita sobre suas finanças, compreendendo que sua organização financeira deve fazer parte de sua vida espiritual. Temos a tendência de desvincular nossa vida financeira de nossa vida espiritual, porque fomos ensinados que dinheiro é algo material, que o amor ao dinheiro é pecado e que ganância não é uma virtude do cristão. De fato, todas as afirmativas anteriores são verdadeiras, entretanto nos esquecemos de um dos principais princípios bíblicos quando o assunto é dinheiro:

"Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém, o mundo e os que nele habitam. Fundou-a ele sobre os mares e sobre as correntes a estabeleceu" (Salmo 24: 1 e 2)

Quando entendemos que tudo pertence ao Senhor, caminhamos para a compreensão que inclusive nossos bens, nosso salário e nossos recursos financeiros pertencem a Deus. Iniciamos esse texto com Ageu 2:8 que nos lembra que toda a prata e o ouro são do Senhor. Podemos incorrer no erro, ao ler esse texto, de aplicar esse princípio apenas aos recursos que estão na igreja, às ofertas, aos dízimos, ou seja, acreditamos que o "dinheiro do Senhor" é o dinheiro que está na obra, e o que está em nossas mãos é nosso, essa deve ser a primeira mudança de pensamento:
Somos administradores de toda a prata e ouro que pertence ao Senhor!

Você pode ser um dizimista fiel, as vezes ainda separa uma parte de seus recursos para ofertas e missões mas ainda assim acredita que os outros 90% do seu salário são seus, e com esse dinheiro você pode "gastar como quiser". O princípio bíblico sobre administração da prata e do ouro do Senhor aqui na terra é diferente:
"Pois será como um homem que, ausentando-se do seu país, chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens" (A parábola dos talentos – Mateus 24:14)
"Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar" (Gênesis 2:15)
Desde que Deus colocou o homem no jardim, lhe confiou os seus bens para administrar e guardar, e essa ordem se estende até nós. A parábola dos 10 talentos é um exemplo claro sobre administração, confiança de Deus em seus servos para uma boa administração do Seu dinheiro e o convite para sermos servos bons e fiéis.

O princípio da mordomia cristã – que é a compreensão que somos apenas administradores do dinheiro que é do Senhor – nos direciona a uma responsabilidade ainda maior com o que o Senhor nos confiou. Um servo bom e fiel busca agradar e seu Senhor e jamais aplicará mal esses recursos. Já pensou se você cuidasse dos bens que Deus lhe confiou por meio de seu salário ou outros recursos da mesma forma que você acha que o tesoureiro deve administrar os recursos de dízimos e ofertas recebidos em sua igreja?

"Portanto quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus" (1 Coríntios 10:31)

Talvez, você até hoje quando olha para esse versículo consegue pensar em todas as áreas da sua vida, mas nunca parou pra pensar que a sua organização financeira deve ser para a glória de Deus, que ela está incluída nessa carta aos coríntios. As vezes você brinca com a sua desorganização financeira, acha engraçado parcelar o cartão de crédito de vez em quando ou se esconde nos jargões que estão por aí que "você precisa aproveitar a vida" ou "que você merece". Mas para encerrar esse texto, gostaria de compartilhar com você o principal princípio que esse texto quer lhe indicar: a má administração de nossas finanças é pecado.

Se o nosso orçamento não glorifica a Deus e não testifica a sua grandeza, esse orçamento envergonha ao seu Senhor. Na parábola dos 10 talentos, o senhor diz ao servo que não administra bem os seus talentos: servo mau e negligente (v. 26) ao servo inútil o Senhor diz que deve ser lançado para fora nas trevas (v. 30).

Mas a boa notícia, é que se você está lendo esse texto, compreendeu que está em uma vida financeiramente desorganizada, entendeu que estava negligenciando o princípio da mordomia cristã, você pode, assim como começamos o texto, resolver mudar essa rota a partir de agora... A Bíblia nos ensina como fazer, comece orando e confessando a Deus esse pecado, entregue sua vida financeira a Cristo, ore todos os dias, busque uma boa planilha financeira para conhecer seu orçamento, se precisar, busque ajuda de profissionais ou irmãos que podem te ajudar nessa orientação financeira estude a Bíblia todos os dias e leia bons livros sobre o assunto, e o Senhor te abençoará nessa busca para Sua honra e sua Glória.

Texto publicado no Jornal Brasil Presbiteriano – Fevereiro de 2021 – página 1
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