Em 12 de agosto, comemoramos o aniversário da Igreja Presbiteriana do Brasil, você sabe o porquê? Foi nesse dia, há 167 anos, em 12 de agosto de 1859, que desembarcou no Brasil um jovem de apenas 26 anos, Ashbel Green Simonton, missionário presbiteriano, cheio do desejo de proclamar o evangelho. Simonton foi instrumento de Deus para lançar as bases do presbiterianismo no país, sendo que eu e você colhemos frutos desse trabalho até hoje. Vale a pena conhecer um pouco mais de sua história.
Simonton nasceu no em 1833 na Pensilvânia (EUA), sendo o filho mais novo de um dedicado casal presbiteriano. Em 1855, ingressou no Seminário Teológico de Princeton, onde, após ouvir um sermão de Charles Hodge, resolver tornar-se missionário no exterior. Em 1858, aos 25 anos, apresentou-se à Junta de Missões Estrangeiras expressando o desejo de trabalhar no Brasil. No ano seguinte, chegou ao Rio de Janeiro para iniciar sua missão.
No tempo em que passou no Brasil, Simonton organizou a igreja do Rio de Janeiro, lançou o jornal pioneiro “Imprensa Evangélica”, organizou o Presbitério do Rio de Janeiro, uma escola e um seminário teológico. Durante seu ministério, recebeu 80 pessoas por profissão de fé, lançando assim as bases do presbiterianismo no Brasil. Ao observar essa produtividade, podemos imaginar que foram muitos e longos anos de trabalho, no entanto, o missionário faleceu muito jovem, em 1867, ainda com 34 anos, vítima da febre amarela. Foi um ministério curto, porém muito frutífero sob a poderosa mão do Senhor.
O missionário precisou lidar com muitos desafios, como a forte influência do catolicismo, o preconceito contra protestantes e as condições precárias do Brasil, que era assolado por epidemias, como a de febre amarela, que se tornou a causa de sua morte. Sua esposa, Helen Murdoch, com quem havia se casado em 1863, veio a falecer já em 1864, apenas nove dias após dar à luz à única filha do casal. Apesar das dificuldades, Simonton experimentou a bênção de uma vida dedicada ao serviço do Reino. Doou-se por inteiro, seguindo o exemplo do Mestre, para que vidas fossem salvas e o nome de Deus fosse glorificado por toda a terra. Quando questionado sobre os perigos, Simonton respondeu: “Não há lugar mais seguro, ainda que cercado de perigos, do que no centro da vontade de Deus”.
O jovem Simonton entendeu o que Paulo expressou em Romanos 10.14: “Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?” e assim tornou-se poderoso instrumento para que mais pessoas ouvissem a pregação do genuíno evangelho. Se você deseja conhecer mais da história de Simonton, “O diário de Simonton” está publicado pela Editora Cultura Cristã, sendo um valioso meio para conhecermos mais desse missionário pioneiro, por quem somos gratos a Deus por tê-lo levantado e tocado em seu coração para vir até terras brasileiras.
Para nós hoje, herdeiros do legado de Simonton e de muitos outros fiéis homens e mulheres que se dedicaram à obra do Senhor, temos a missão de continuar propagando o evangelho da salvação, seja no Brasil, alcançando os mais diversos e longínquos cantos do país, cada uma com seus desafios peculiares, seja também em outros povos e nações. Nas palavras do salmista: “para que se conheça na terra o teu caminho e, em todas as nações, a tua salvação” (Sl. 67.2), crendo firmemente na promessa: “pois a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar” (Hb. 2.14).
REFERÊNCIAS
Assis, Eduardo. Blog da Cultura Cristã. Rev. Ashbel Green Simonton: uma vida dedicada ao Reino. Disponível em: https://blog.editoraculturacrista.com.br/ashbel-green-simonton-legado/. Acesso em 11 de agosto de 2026.
Igreja Presbiteriana do Brasil em São Lourenço. Simonton, o primeiro missionário no Brasil. Disponível em: https://saolourenco.ipb.org.br/artigo/simonton-o-primeiro-missionario-no-brasil. Acesso em 11 de agosto de 2026.
Santana, Abner. No centro da vontade de Deus. Disponível em: https://ipbriopreto.org.br/no-centro-da-vontade-de-deus/. Acesso em 11 de agosto de 2026.
